A auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, está internada em estado grave desde dezembro, em Belo Horizonte, após apresentar complicações relacionadas ao uso de uma caneta emagrecedora vendida de forma ilegal. De acordo com a família, o medicamento teria sido trazido do Paraguai e utilizado sem prescrição médica.
Inicialmente, Kellen deu entrada no hospital com fortes dores abdominais, mas o quadro evoluiu e passou a apresentar problemas neurológicos. A suspeita é de que ela tenha desenvolvido uma síndrome que compromete o funcionamento de órgãos, além da fala, da musculatura e dos movimentos do corpo.
Em entrevista à TV Globo nesta terça-feira (20), a filha de Kellen, Dhulia Antunes, relatou que o pai tentou levar a ampola do medicamento ao Hospital João XXIII para análise, porém o procedimento não foi realizado por se tratar de um produto de origem estrangeira. Segundo ela, o hospital informou que não poderia fazer a análise por ser um medicamento vindo do Paraguai.
Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que a fiscalização de clínicas é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal e alertou que nem todas as canetas emagrecedoras têm autorização para comercialização no Brasil.
Ao site g1, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que, ao identificar irregularidades na venda ou aplicação de medicamentos, a Vigilância Sanitária realiza a apreensão dos produtos, aplica multas e pode interditar o estabelecimento.
📸 Reprodução/Globo








